{"id":1753,"date":"2023-09-15T12:23:08","date_gmt":"2023-09-15T15:23:08","guid":{"rendered":"https:\/\/falacomigoms.com.br\/?p=1753"},"modified":"2023-09-15T12:23:10","modified_gmt":"2023-09-15T15:23:10","slug":"indices-de-sindicalizacao-vai-92-em-2022-menor-nivel-da-serie","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/falacomigoms.com.br\/?p=1753","title":{"rendered":"\u00cdndices de sindicaliza\u00e7\u00e3o vai 9,2% em 2022, menor n\u00edvel da s\u00e9rie"},"content":{"rendered":"\n<p>Em 2022, das 99,6 milh\u00f5es de pessoas ocupadas, 9,2% (9,1 milh\u00f5es de pessoas) eram associadas a sindicato. Esse \u00e9 o menor contingente da s\u00e9rie iniciada em 2012, quando havia 14,4 milh\u00f5es de trabalhadores sindicalizados (16,1%). Em 2019, essa taxa era de 11,0% (10,5 milh\u00f5es). As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do m\u00f3dulo Caracter\u00edsticas Adicionais do Mercado de Trabalho 2022, da Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios (PNAD) Cont\u00ednua.<\/p>\n\n\n\n<p>Todas as grandes regi\u00f5es tiveram redu\u00e7\u00e3o de sindicalizados em 2022. O Sul (11,0%) registrou a maior taxa, seguido por Nordeste (10,8%), Sudeste (8,3%), Norte (7,7%) e Centro-Oeste (7,6%). Em rela\u00e7\u00e3o a 2012, a maior queda foi registrada pela regi\u00e3o Sul (9,2 p.p) e, em rela\u00e7\u00e3o a 2019, a maior queda se deu no Sudeste (2,4 p.p.), que pela primeira vez ficou com taxa abaixo dos 10%.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA redu\u00e7\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o sindicalizada acentuou-se a partir de 2016, quando a queda da sindicaliza\u00e7\u00e3o foi acompanhada pela retra\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ocupada total. A partir de 2017, embora com a popula\u00e7\u00e3o ocupada crescente, o n\u00famero de trabalhadores sindicalizados permaneceu em queda\u201d, analisa Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas por amostra de domic\u00edlios do IBGE.<\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, a popula\u00e7\u00e3o ocupada atingiu sua maior estimativa, alcan\u00e7ando 99,6 milh\u00f5es de pessoas. Esse contingente representou acr\u00e9scimo de 4,9% em rela\u00e7\u00e3o a 2019 (95,0 milh\u00f5es de pessoas) e de 11,0% frente \u00e0 popula\u00e7\u00e3o de 2012 (89,7 milh\u00f5es de pessoas).<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, \u201ca expans\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o ocupada nos \u00faltimos anos n\u00e3o resultou em aumento da cobertura sindical. Isso pode estar relacionado a diversos elementos, como aprofundamento das modalidades contratuais mais flex\u00edveis introduzidas pela Reforma Trabalhista de 2017, formas independentes de inser\u00e7\u00e3o dos trabalhadores na produ\u00e7\u00e3o em alternativa \u00e0 organiza\u00e7\u00e3o coletiva, e o uso crescente de contratos tempor\u00e1rios no setor p\u00fablico\u201d, destaca a coordenadora.<\/p>\n\n\n\n<p>O m\u00f3dulo de Caracter\u00edsticas Adicionais do Mercado de Trabalho \u00e9 investigado nas primeiras visitas aos domic\u00edlios da amostra da Pnad Cont\u00ednua. Devido a pandemia de Covid-19, n\u00e3o houve divulga\u00e7\u00e3o dos dados de 2020 e 2021. A coordenadora esclarece ainda que as primeiras visitas do painel da pesquisa ocorrem durante todos os meses do ano e captam, assim, a sazonalidade do mercado de trabalho ao longo do ano.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Transporte, armazenagem e correios tem a maior queda na taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>A taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o recuou em todos os grupamentos de atividades, tanto em rela\u00e7\u00e3o a 2019 como a 2012. A exce\u00e7\u00e3o foi Servi\u00e7os dom\u00e9sticos, que manteve os 2,8% registrados em 2019 e cresceu 0,1 p.p ante 2012 (2,7%), mas sempre com a menor taxa entre os grupamentos.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior queda foi na atividade de Transporte, armazenagem e correios, que em 11 anos registrou redu\u00e7\u00e3o de 12,5 p.p., passando de 20,7% em 2012 para 11,8% em 2019 e 8,2% em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cNos \u00faltimos anos, o crescimento da ocupa\u00e7\u00e3o nessa atividade tem sido promovido pelo transporte terrestre de passageiros, que congrega muitos trabalhadores (motoristas) com inser\u00e7\u00e3o isolada e informal na ocupa\u00e7\u00e3o, o que pode contribuir para a queda na sindicaliza\u00e7\u00e3o\u201d, declara a coordenadora.<\/p>\n\n\n\n<p>A maior taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o foi de Agricultura, pecu\u00e1ria, produ\u00e7\u00e3o florestal, pesca e aquicultura (16,5%). \u201cEssa atividade possui participa\u00e7\u00e3o importante dos sindicatos de trabalhadores rurais, por meio dos quais muitos trabalhadores da agricultura familiar buscam assist\u00eancia e informa\u00e7\u00f5es sobre a organiza\u00e7\u00e3o de sua produ\u00e7\u00e3o, principalmente na regi\u00e3o Nordeste\u201d, explica Beringuy.<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m com importante cobertura sindical, a Administra\u00e7\u00e3o p\u00fablica, defesa e seguridade social, educa\u00e7\u00e3o, sa\u00fade humana e servi\u00e7os sociais (15,8%) seguiu em queda em 2022. O mesmo movimento foi demonstrado pela Ind\u00fastria geral, que at\u00e9 2015 exibia taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima a 20%, baixando a estimativa para 11,5% em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>Embora o Comercio, repara\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores e motocicletas seja respons\u00e1vel por cerca de 19,1% da popula\u00e7\u00e3o ocupada total, essa atividade registrou taxa de sindicaliza\u00e7\u00e3o de 5,6%, inferior \u00e0 m\u00e9dia observada da popula\u00e7\u00e3o ocupada total (9,2%). \u201cNesse sentido, observa-se que cobertura sindical n\u00e3o depende do contingente de trabalhadores em determinada atividade econ\u00f4mica, mas tamb\u00e9m de como os trabalhadores se organizam e se inserem na produ\u00e7\u00e3o e o papel dos sindicatos nas rela\u00e7\u00f5es de trabalho\u201d, observa Beringuy.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Menos de 20% dos trabalhadores do setor p\u00fablico s\u00e3o sindicalizados<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Os empregados com carteira assinada no setor privado e os empregados no setor p\u00fablico (inclusive servidor estatut\u00e1rio e militar) tinham as maiores taxas de sindicaliza\u00e7\u00e3o, respectivamente, 11% e 19,9%. Mas essas duas categorias registraram as principais perdas nos per\u00edodos analisados, de 2,9 p.p. e 2,2 p.p, respectivamente, frente a 2019 e de 9,9 p.p. e 8,1 p.p. em rela\u00e7\u00e3o a 2012.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cEsses grupos s\u00e3o aqueles que historicamente possuem os maiores percentuais de filia\u00e7\u00e3o. A queda mostra, que independente do setor de atividade, p\u00fablico ou privado, a retra\u00e7\u00e3o da sindicaliza\u00e7\u00e3o no Brasil avan\u00e7a em todos os segmentos da ocupa\u00e7\u00e3o\u201d conclui Beringuy.<\/p>\n\n\n\n<p>Destacam-se ainda as quedas entre a categoria empregador, que passou de 18,4% em 2012 para 10,2% em 2019 e 8,2% em 2022, e conta pr\u00f3pria, que saiu de 11,1% em 2012 para 7,1% em 2019 e 6,2% em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p>O empregado no setor privado sem carteira de trabalho assinada (3,5%) e o trabalhador dom\u00e9stico (2,8%) registraram as menores coberturas. \u201cNo caso do trabalhador familiar auxiliar (10,3%), o percentual, comparativamente elevado, pode ser explicado pela concentra\u00e7\u00e3o desses trabalhadores nas atividades agropecu\u00e1rias de car\u00e1ter familiar, com participa\u00e7\u00e3o importante dos sindicatos de trabalhadores rurais\u201d, comenta.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>N\u00famero de trabalhadores por conta pr\u00f3pria e de empregadores com CNPJ cresce frente a 2019<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, dos 30,2 milh\u00f5es de empregadores e conta pr\u00f3pria, 10,3 milh\u00f5es (34,2%) estavam em empreendimentos registrados no Cadastro Nacional da Pessoa Jur\u00eddica \u2013 CNPJ, um crescimento em rela\u00e7\u00e3o a 2019 (29,3%).<\/p>\n\n\n\n<p>Regionalmente, Norte (15,1%) e Nordeste (20%) tinham as menores propor\u00e7\u00f5es, e Sul (46,3%) e Sudeste (41,4%), os maiores. O Centro-Oeste (38,6%) se destacou com o maior avan\u00e7o, tanto em rela\u00e7\u00e3o a 2012 (11,3 p.p.) quanto a 2019 (8,4 p.p.)<\/p>\n\n\n\n<p>Os empregadores e os trabalhadores por conta pr\u00f3pria estavam principalmente concentrados nas atividades do Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os, com estimativas de 22,4% e 41,3%, respectivamente. Essas duas atividades tamb\u00e9m apresentavam as maiores taxas de cobertura no CNPJ, de 49,0% e 39,6%, respectivamente. Destaca-se, ainda, a Ind\u00fastria Geral, que respondia por somente 8,8% destes ocupados, tinha a terceira maior taxa de cobertura no CNPJ (32,2%). Com valores menores estavam a Agricultura, pecu\u00e1ria, produ\u00e7\u00e3o florestal, pesca e aquicultura (10,1%) e a Constru\u00e7\u00e3o (19,3%).<\/p>\n\n\n\n<p>Frente a 2019, todos os grupamentos apresentaram expans\u00e3o da cobertura no CNPJ. O principal avan\u00e7o ocorreu na Com\u00e9rcio, repara\u00e7\u00e3o de ve\u00edculos automotores e motocicletas (de 43% para 49%). Frente a 2012, o contingente de registrados teve forte expans\u00e3o na Constru\u00e7\u00e3o (216%, alcan\u00e7ando 791 mil pessoas) e nos Servi\u00e7os (114%, levando sua popula\u00e7\u00e3o a 4,9 milh\u00f5es de pessoas).<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Cobertura do CNPJ cresce entre os conta-pr\u00f3pria, mas empregadores mant\u00e9m estabilidade<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Em 2022, dos 25,8 milh\u00f5es de ocupados por conta pr\u00f3pria, 26,3% (6,8 milh\u00f5es) tinham registro no CNPJ; enquanto entre os 4,4 milh\u00f5es de empregadores, a cobertura atingia 80,9% (3,5 milh\u00f5es). Enquanto a cobertura do CNPJ entre os trabalhadores por conta pr\u00f3pria cresceu de 20,2% para 26,3% frente a 2019, a dos empregadores ficou praticamente est\u00e1vel (de 80,5% para 80,9%).<\/p>\n\n\n\n<p>Entre os trabalhadores por conta pr\u00f3pria, Constru\u00e7\u00e3o e Servi\u00e7os mostraram as maiores amplia\u00e7\u00f5es na cobertura do CNPJ, tanto em rela\u00e7\u00e3o a 2012 como a 2019. Na Constru\u00e7\u00e3o, a cobertura saiu de 3,9% em 2012 para 9,9% em 2019 e atingindo 14,8% em 2022. Nos Servi\u00e7os, a taxa foi de 21,3% em 2012 para 25,1% em 2019 e 33,0% em 2022. J\u00e1 entre os empregadores, destaca-se o avan\u00e7o na Constru\u00e7\u00e3o, que saiu de 36,1% em 2012 para 54,1% em 2019 e 62,9% em 2022.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Regi\u00e3o Sul tem a maior propor\u00e7\u00e3o de trabalhadores associados a cooperativas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>Do total de empregadores ou conta pr\u00f3pria no trabalho principal, 5,3% (1,6 milh\u00e3o de pessoas) eram associados \u00e0 cooperativa de trabalho ou produ\u00e7\u00e3o, o que mostra a baixa ades\u00e3o dos trabalhadores a esse tipo de arranjo produtivo no Brasil. A maior propor\u00e7\u00e3o ocorreu em 2012 (6,3%) e, desde 2015, vem baixando at\u00e9 chegar ao menor valor em 2019 (5,1%). Em 2022 essa propor\u00e7\u00e3o ficou em 5,3%. A regi\u00e3o Sul (9,1%) tem o maior percentual, seguida pela Regi\u00e3o Norte (5,5%); Nordeste (4,6%), Sudeste (4,5%) e Centro-Oeste (3,8%).<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"Em 2022, das 99,6 milh\u00f5es de pessoas ocupadas, 9,2% (9,1 milh\u00f5es de pessoas) eram associadas a sindicato. 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